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Vírus, viroides e príons

A maioria dos biólogos acredita que os vírus não são seres vivos, são entidades que estão entre partículas supramoleculares e uma célula, sendo mais que uma e menos que a outra. Esse fato se deve sobretudo a sua incapacidade de ter metabolismo próprio e se manter viável quando sua prática metabólica é zero. Todos os vírus são parasitas intracelulares, ou seja, se alojam e exploram as células internamente. Usam da maquinaria celular para se reproduzirem, serem liberados e atingirem novas células hospedeiras. Os vírus são estruturalmente um ácido nucleio circundado por uma capa proteica (capsídio). Esse ácido nucleico é o seu material genético, podendo ser DNA ou RNA. Essas moléculas podem ser simples ou duplas. Em função disso, são divididos taxonomicamente em seis grupos (de I a VI). Apesar de evidências de sua existência ainda no século XIX, foi apenas com Wendell Stanley em 1935 que foi isolado pela primeira vez. Em 1950, foram observados pela primeira vez com o uso do microscópio e…

NEODARWINISMO

A teoria sintética da evolução ou neodarwinismo foi formulada por vários pesquisadores, durante anos de estudos, tomando como essência as noções de Darwin sobre seleção natural e incorporando noções de Genética. Foi formulada entre os anos de 1936 e 1947. Os nomes mais importantes foram os de Ernest Mayr (1904-2005), Theodozius Dobzhansky (1900-1975), Ronald Fisher (1890-1962), John Haldane (1892-1964), Sewall Wright (1889-1988), Julian Huxley (1887-1975), George Stebbins (1906-2000), George Simpson (1902-1984) e Bernard Rensch (1900-1990). A teoria sintética considera, conforme Darwin já havia feito, a população como unidade evolutiva. A população pode ser definida como grupamento de indivíduos de uma mesma espécie que ocorre em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo. Para melhor compreender essa definição, é importante conhecer o conceito biológico de espécie: agrupamentos de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de…

Sobre o sistema e o suicídio

Alguns acham que não há ligação, que o sistema educacional não é co-responsável Outros preferem duvidar da informação, acham que é lenda urbana Outros, não se importam E vidas são perdidas O assunto é sério Ontem, mais um aluno da graduação da Universidade de Brasília se suicidou, após ver as notas no sistema da UnB. Foram três suicídios em único semestre no mesmo curso. Relatos informais apontam que mais da metade dos alunos do curso são usuários de anti-depressivos e/ou ansiolíticos. Precisamos discutir a fundo a questão. No Brasil, esse tipo de morte aumentou em 34% nos últimos dez anos. E o pior: segundo a OMS, 90% dos suicídios são evitáveis!!! PRECISAMOS EVITÁ-LOS!!! MÃOS À OBRA!!! Temos dados que mostram que FALAR sobre o tema não é um estímulo para o ato do suicídio, bem como falar de camisinha não é estímulo para ter relações sexuais. É diante de não-histórias como essas que marcadamente sofremos com o moralismo retrógrado e o estereótipo fatalista e teleológico da vida. Por…
Um dia teremos um país de verdade
Uma nação, não inventada
Uma grande diversidade de ideias respeitadas
Um sertão, um mar, uma serra, um campo
Teremos um país de certezas
Um país que revela e não ignora sua história
Teremos um Estado que representa seus nativos
Um lugar com segurança para viver e morrer
Teremos uma juventude animada, esperta , motivada
Teremos uma infância respeitada
Teremos direito à família que quisermos
Poderemos ser, mesmo distante da árvore
Toleraremos a diferença e a semelhança
Seremos aprendentes em todo nosso tempo
Duvidaremos do que sabemos e não sabemos
Viveremos em um país de verdade Precisamos de outra educação, de outra escola
Uma nova alvorada, um lugar novo no mesmo relevo, no mesmo país
Um país de verdade
Não diga, por favor, que esse dia não chegará
Teremos o direito desse dia,
o direito de nos lembrar de um passado sombrio,
de uma época nas cavernas, vendo as sombras
e interpretando como verdade Teremos mais que um país
Teremos um presente, um futuro e uma história
Vamos l…
Outro dia li, sobre a crise dos 40 anos. Na reportagem, o jornalista colocava que há um relativo montante de pessoas que trocam funções a partir dessa idade, trabalhando menos, ganhando menos, todavia fazendo mais e mais apaixonadamente. No meu caso, o jornalista parece estar certo. Foi assim comigo. Passei anos da minha vida sendo torturado por uma rotina de muitas aulas por semana, repetindo assuntos de maneira similar, torneando a verdade de forma teórica e cheia de erudição. Aguentando um sistema, seus paladinos e seus seguidores revestidos de toda autocracia e remotismo, surtei. Não dava para renunciar à minha indignação: algo estava errado no Reino das Águas Claras! [1] Essa sensação libertadora veio com os livros. Por isso, realmente, sou um leitor contumaz. Leio simultaneamente vários livros em atitude quase maníaca. Eles me libertaram, descortinaram a razão e a emoção. Foi então que entendi: quase tudo estava errado. Munido de impaciência e revolta, revoltei-me primeiro tacita…