Saber cuidar – obra do PAS


 


 

Cuidar, segundo dicionário, zelar pelo bem-estar de alguma coisa. A obra reflete sobre cuidar da vida, em todos os seus planos. E discute a vida, desde o seu primórdio.

A origem da vida sempre foi abordada por ciência e religião. A preocupação humana em identificar como tudo isso começou envolveu citações desde a Grécia antiga até os pesquisadores mais renomados, em uma seara interdisciplinar que envolve a física, a química e a biologia.

A hipótese científica mais aceita sobre origem da vida é conhecida como evolução química gradual. Ela parte de idéias do russo Oparin e do inglês Haldane, no início do século XX.

No início, o planeta Terra possuía uma atmosfera bem distinta da atual. Sete gases e o vapor d'água compunham o ar. Eram eles: H2 (hidrogênio), NH3 (amônia), CH4 (metano), CO2 (dióxido de carbono), CO (monóxido de carbono), SO2 (dióxido de enxofre) e N2 (nitrogênio).

Sob ações físicas, como descargas elétricas e radiações ultravioletas, essas moléculas reagiram entre si, formando moléculas orgânicas simples, depois mais complexas.

As moléculas formadas precipitavam com as chuvas e deitavam em um grande mar em formação, fazendo dele, uma verdadeira sopa orgânica.

As moléculas reagiram entre si, agruparam, formando arquiteturas jamais vistas e cada vez mais complexas. Foram os coacervados. Essas estruturas supramoleculares passaram a manifestar propriedades excêntricas para o momento: reações químicas próprias, reprodução e modificação genética. Quando todas juntas, as estruturas não eram mais coacervados e sim, células. Assim, começou a história da vida.

Tudo o existe e vive necessita de ser cuidado. Até para que possam continuar a existir e a viver. E não estamos falando só dos seres humanos. Mas de todas as espécies. A preocupação ambiental perpassa pela humanidade, pelo nosso estilo de vida, pelo crescimento das populações, por nossas diferenças, pela nossa evolução.

Evolução, assunto importante. O que é evolução?

Evolução, no sentido biológico, tem uma conotação perigosa e muita das vezes, distorcida pelo senso comum. O computador "evoluiu", a TV "evoluiu", os carros "evoluíram", tudo com sentido de "melhoraram". Mas a evolução biológica não é isso. Tome cuidado!

Evolução significa modificação ao longo do tempo. Pode ser que não haja melhora, as condições ambientais serão definitivamente importantes para sabermos.

A evolução humana é um assunto apaixonante. O registro fóssil fornece muitas pistas mas muito temos que saber ainda. Nossa família, os hominídeos, surgiu há sete milhões de anos. Na África. Pouco se sabe desses primeiros indivíduos. Há quatro milhões de anos, ainda na África, surgiu o bipedalismo, isto é, o homem passou a andar com dois pés. Sua postura começava a modificar e o cérebro a ficar mais complexo. Surgiu depois, o gênero Australopithecus, o "homem do sul". Finalmente, surgia o gênero Homo. Primeiro, o Homo habilis, depois, o Homo erectus. O Homo erectus foi uma espécie muito especial: ela saiu da África. Dividida entre a África e Eurásia, o Homo erectus materializou novas espécies sendo importante o homem de neanderthal na Europa e a nossa espécie, na África. Apesar de haver hominídeos anteriores na Europa e na Ásia, nossa espécie surgiu em terras africanas, sendo essa a hipótese mais aceita entre os pesquisadores. Recebeu o nome de monogênese africana.

Da África, o Homo sapiens espalhou-se pelo mundo, ganhou terras, conquistou espaço e dominou espécies. Foi o único hominídeo que restou.

Somos uma espécie em dois milhões delas. Mas interagimos direta ou indiretamente com todas elas. Dependemos de tantas ações que fazem com a Terra seja compreendida como um superorganismo: é a hipótese Gaia, proposta do químico inglês James Lovelock.

Seja como se pensa, o certo é que a Terra requer zelo, segurança, cuidado.


 

Comentários

Guilherme Penna (pré sala 6) disse…
Poxa Marcelo, esse texto me deixou meio confuso. Sempre ouvi que eram apenas quatro gases, hidrogênio, metano, amônia e vapor d'água. Os livros trazem simplificação ou há alguma coisa de errado nessa afirmação? Outra coisa tbm...o inglês não era o huxley?
Guilherme, o texto está correto. Bons estudos!
Karla Pessôa Tepedino disse…
Muito bom o texto marcelo.

eu acho importante sempre frisar que as mutações que levam à evolução não ocorrem por um motivo....que os caracteres adquiridos não aparecem por uma razão...mas sim pelo mero acaso....

elas permanecem ali por pressão do meio, a seleção natural.

Evolução e extinção são dois conceitos muito interligados e as pessoas precisam entender isso...

quantas vezes, mesmo pra lá da metade da graduação em biologia a gente não ouve perguntas como "mas por que isso é assim?"

as coisas não tem um por que de ser....elas simplesmente são.

Ocorreram mutações, que levaram àquela modificação fenotípica, e por acaso a modificação favoreceu aquele individuo perante os outros, que podem não conseguir transmitir os seus genes, levando à extinção daqueles caracteres/linhagens.
Marília disse…
Profº, gostei muito dos textos! Estão ótimos. Fiquei em dúvida se é só a mutação a responsável pela evolução ou existem outros fatores?
Obrigada!
Marília, a mutação é a base da evolução mas há outros fatores evolutivos como a seleção natural. Bons estudos!
Anônimo disse…
E ai professor,beleza? sou eu o Victor Hugo do 2°A, falei com você hoje de manhã arrespeito do material sobre a sua aula de fantasmas, caso o senhor possa me emprestar o material, aqui vai o meu email: torugo880@hotmail.com. Obrigado pela sua ajuda! Até mais e sucesso!
Victor Hugo 2°A (Galois)

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