domingo, janeiro 07, 2018

EDUCAÇÃO E DIREITO: por que não cumprimos nossa constituição?


[Art. 206.
O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:]
[I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;]
COMENTÁRIOS:
Há pelo menos um rastro de verdade nesse caso? [tomando o universo total das escolas]
Então, por que há evasão?
Muitas da medicalizações e dos laudos não seriam o testemunho de uma desigualdade de tratamento à pessoa?
Não seriam muitos desses casos apenas o resultado de uma pressão sobre o psíquico do aluno em nome de um aproveitamento "igual" de alunos absolutamente desiguais?
Não seria então a única forma justa de verificação da aprendizagem que o ensino fosse disponibilizado e aferido de forma personalizada?
Por que há reprovação? O aluno realmente deve ser reprovado em uma situação em que ele teria de igualdade para acesso e permanência?
Por que escolas recusam portadores de necessidades especiais, particularmente as privadas?
[II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;]
COMENTÁRIOS:
Por que não podemos educar em casa? Por EAD?
Por que as famílias não podem decidir o que fazer sobre a educação de seus filhos?
Por que precisamos da tutela do Estado para aprender?
Por que não podemos ser livres para aprender o que quisermos? Por que "eles" acham que não aprenderemos nada?
E dentro dessa ficção de aprendizagem desenvolvida pelo Estado, estamos aprendendo tudo?
Por que nossos filhos não podem escolher o que estudar?
Por que os jovens não podem seguir o percurso didático que quiserem, sob acompanhamento de um adulto preparado (ou não, no caso de 10% deles que são absolutos autodidatas...)?
POR QUE OS JOVENS NÃO PODEM SE RECUSAR A IR A ESCOLA, ADERINDO OUTRAS POSSIBILIDADES DE APRENDER, EM COMUM ACORDO COM SUA FAMÍLIA?
[III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.]
COMENTÁRIOS:
Por que não podemos ter escolas livres reconhecidas [além da tolerância às escolas internacionais, que não seguem as regras brasileiras e operam tranquilamente]?
Por que não podemos usar outras ideias de educação, como por exemplo:
abolir provas,
abolir recuperação,
abolir reprovação?
Abandonar totalmente critérios quantitativos e mirar nos qualitativos?
Com menos dias de aula?
Com menos horas por dia?
Definir outros trajetos curriculares?
Trabalhar com mais atividades autodirigidas?
Acabar com sala de aula, com horários, com uniforme, com punições ridículas?
Acabar com a arquitetura manicomial e hospitalar da escola?
Acabar com uma hierarquia e uma organização de funções burocratizantes e emburrecedoras?
Por que não podemos ter mestres-escolas?
Por que casas não podem virar escolas?
Por que os espaços públicos de aprendizagem não podem virar escolas?
Mudar? Não faz parte do desejo de quem está ganhando o dinheiro do trabalho dos pais e do país. Os donos de escola, em sua maioria absoluta, só estão interessados no mercado e pronto. Os políticos, de comerciais que estampam que tudo está bem, os investimentos na área estão aumentando...
Então, eles se copiam, nada se criam. Enquanto, na escola pública, seus gestores vestem ternos, tem tinta na caneta e ocupam espaço de absoluta inércia, existe neles o desejo de ser tão "bom" quanto à escola privada, têm o suposto desejo da aristocracia para o povo. Então, também copiam. Ninguém muda.
Ah! Não! Chegou a hora de reagir! Chegou a hora de buscar os juristas progressistas, os inovadores do pensamento, os pais revoltados com o que fazem com seus filhos, os professores entediados com o que fazem, os alunos que já renunciaram essa escola que aí está, e os cidadãos de bem em todo o país.
Uma nova era está começando e me sinto oxigenado, a cada dia que passa para lutar.
POR UM NOVO LUGAR PEDAGÓGICO.

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