Vegetais também têm hormônios. Alguns dos mais importantes estão ligados ao crescimento da planta. São eles: a auxina, a giberelina e a citocinina. Há duas formas do crescimento estabelecer-se: por mitoses ou por alongamento celular. As habilidades hormonais e os estilos de crescimento estão relacionados na tabela abaixo:
Domingo, Novembro 30, 2008
Hormônios de crescimento vegetal
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Boas animações
A visão dinâmica dos eventos biológicos principalmente em nível celular é importante para a compreensão dos fenômenos. A riqueza de informação e de dúvidas misturadas à imaginação de quem aprende leva, às vezes, à confusão. Olhe o site http://www.johnkyrk.com/index.port.html Vale a pena!
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Quarta-feira, Novembro 19, 2008
A polinização nas angiospermas e nas gimnospermas
Polinização e polinizador Gimnospermas Angiospermas Anemofilia Vento Sim Sim Entomofilia Insetos Não Sim Quiropterofilia Morcegos Não Sim Ornitofilia Aves Não Sim
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Quinta-feira, Novembro 13, 2008
Cidadão de papel
A situação da infância e da adolescência brasileiras passa também por problemas de razões biológicas, sendo essa relação da biologia com a obra, uma biologia, eu diria, social. Temas importantes são trabalhados na obra de Dimenstein como a desnutrição, a gravidez, o lixo, as doenças e a mortalidade infantil. E essas coisas estão ligadas entre si e demonstradamente com a educação do nosso povo. A mortalidade infantil no Brasil tem sido objeto de preocupação há muito tempo. Nossos índices são alarmantes e nos colocam em posições constrangedoras no cenário mundial. Em 1980, nossa mortalidade era de 67 indivíduos durante o primeiro ano de vida para cada 1.000 nascidos. Em 2002, era de 37. Em 2008, é de 22. Melhoramos mas nosso número atual é mesmo que, por exemplo, Cuba e Portugal tinham há quase trinta anos. Os motivos de números ainda indesejáveis estão na alimentação, no saneamento básico, na assistência médica e na educação da população. A qualidade alimentar de mães e recém-nascidos é uma questão de segurança e de sobrevivência. Mãe desnutrida, bebê desnutrido. As dietas materna e das crianças devem atender às necessidades de ambas e aí, particularmente alguns nutrientes tem-se mostrado mais importantes. O ferro - presente na carne, feijão, beterraba e folhas escuras - é importante para a produção de hemácias, células sangüíneas de suma importância para o transporte de oxigênio e atividade geral. O iodo – presente no sal de cozinha - entra na composição de hormônios importantes da tiróide, glândula localizada no pescoço, que pode atrasar o desenvolvimento dos sistemas nervoso e muscular. Além de interferir no crescimento da criança. Outro ponto importante é a deficiência da vitamina A – vitamina presente nos vegetais amarelos e laranjas, gema do ovo e fígado - pode resultar em cegueira e outros problemas visuais. É necessário assegurar que nossas crianças, mesmo as que ainda estão por nascer, tenham suprimentos adequados para sua boa sobrevivência. Outras preocupações dizem respeito ao acompanhamento da gravidez e a amamentação. O país deve estar preparado para a realização de exames pré-natais e estimular a mãe a amamentar seu bebê até, pelo menos, os seis meses de vida. O leite materno é importante como nutriente mas também auxilia na proteção contra infecções. Infecções. Muitos brasileiros sofrem com doenças, particularmente nossas crianças. O maior perigo vem de uma amiga que demonstra inocência: a água. Nela, bactérias e vírus aguardam a oportunidade de serem ingeridos. Entre os vírus, preocupam o da rotavirose, doença debilitante com diarréia e vômito, e o da hepatite A. Entre as bactérias, a lista inclui a da leptospirose, a da febre tifóide e a da cólera. Fora eles, alguma verminoses ainda são realidade em algumas áreas como é o caso da ascaridíase, a lombriga. Nome dado ao verme e também à doença, causa desconforto intestinal, podendo também significar problemas respiratórios quando suas larvas atravessam os pulmões. O triste recado dessas doenças é o de que elas poderiam ser evitadas com medidas intensivas de educação popular e saneamento básico, medidas essas que deveriam partir de políticas públicas eficientes. A natalidade vem caindo. O Brasil vem diminuindo a sua taxa de fecundidade. Em 2008, a taxa é de 1,8. Isto é: cada mulher brasileira tem em média menos de dois filhos. As principais causas dessa queda são: o grau de escolaridade da mãe e o acesso a contraceptivos. A gravidez vem caindo em todas as faixas etárias, menos entre as adolescentes. No Brasil, por ano, 1 milhão de adolescentes ficam grávidas. É um número muito alto. As razões são muitas, mas passam essencialmente pelo grau de escolaridade, pela precocidade sexual, pela resistência ao uso de preservativos e por problemas sociais e até culturais. A gravidez na adolescência inspira cuidados, particularmente se ocorrer antes dos 16 anos de idade. Mãe e criança podem sofrer. Há, porém, alguns mitos como o de maior possibilidade de doenças genéticas. Mas há uma verdade: tudo vai ser diferente a partir do nascimento daquela criança. Com medo, muitas mulheres recorrem ao aborto, estimado em 1 milhão por ano no Brasil. Os abortos são quase sempre ilegais, uma vez que a lei brasileira só os permite em duas condições: quando houver estupro ou quando houver risco de vida materna. É uma questão delicada e de solução necessária.
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Feliz ano velho
Um acidente horroroso, veja bem, imitar o Tio Patinhas e bater com a cabeça em uma pedra. Logo ali, onde reside o mais nobre dos sistemas, o que controla todos os outros e o que menos tem capacidade de se recuperar: o sistema nervoso.
Ali, na região, de especial encontra-se a medula espinhal. Graças a ela, a mente comanda o corpo. Lesionada, o controle das partes corporais fica seriamente comprometida, podendo o paciente ficar paraplégico (em lesões mais inferiores da medula) e tetraplégico (em lesões mais altas, como na região cervical). Marcelo, infelizmente teve a pior das duas opções.
Inesperadamente lançado em uma experiência de grandes limitações, Marcelo se presta a contar sua dura convivência com a nova realidade, lembrando de episódios políticos, musicais, estudantis, familiares e sexuais.
Drogas. Substâncias que interferem no metabolismo. Drogas psicotrópicas. Substâncias que interferem no metabolismo do cérebro. Marcelo tem uma relação marcante e declarada com algumas delas. Quando imitou o Tio Patinhas, bateu a cabeça e escutou "piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii", como relata no livro, ele estava alcoolizado. Fumava cigarros e maconha, a qual ele se refere sempre como "dar uma bola".
As drogas psicotrópicas são divididas em três grupos: depressoras, estimulantes e alucinógenas.
As depressoras diminuem a atividade cerebral. São os casos do álcool e da heroína. Elas até tem a fama de gerar uma euforia inicial, o que procede. Mas mesmo essa ação é, amiúde, uma inibição que o cérebro começa a sofrer.
As estimulantes aceleram a atividade do sistema nervoso, além de outras funções – como a cardíaca e a respiratória. São os casos da cocaína e do crack.
As alucinógenas são também chamadas de perturbadoras. Têm como exemplos, a maconha e o LSD.
A nicotina não é comumente classificada nas categorias anteriores, embora seja indiscutivelmente uma droga psicotrópica que gera grande dependência. Causa sabidamente danos cardíacos, respiratórios, além de aumentar as chances de câncer.
Vida pouco saudável levava o nosso autor-protagonista, não é verdade?
Durante a obra, Marcelo conta algumas de suas experiências sexuais. A maior preocupação nessas narrativas deveria ser importante de ser discutida: o cuidado. Tendo várias parceiras, hora nenhuma se falou em preservativos. A camisinha é um importante aliado nas relações sexuais, especialmente em algumas situações. A camisinha além de evitar a gravidez – sendo um método anticonceptivo – evita o contato entre as genitálias, o que desfavorece a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como sífilis e gonorréia (causadas por bactérias), herpes, condiloma (verruga genital) e a temida AIDS (esses últimos, causados por vírus).
A história de "Feliz ano velho" ambienta-se em São Paulo. Falar em São Paulo sem notadamente perceber suas poluições é difícil. A obra transpira alguns momentos dessa problemática.
Calor. Marcelo reclama do calor causticante da cidade. São Paulo é, reconhecidamente, uma ilha de calor. Sua temperatura está a mais de 10º do que deveria em função da falta de verde, dos materiais utilizados nas construções e nas pistas que retém muito calor, da verticalização que impede uma boa circulação de ar, do incrível número de equipamentos e motores ligados gerando calor.
O ar. São Paulo respira um ar de má qualidade, como acontece em outras cidades do planeta como na Cidade do México e em Pequim. Uma quantidade de substâncias especialmente liberadas pelos carros, inundam os pulmões das pessoas, facilitando irritações respiratórias, tosses, internações e mortes.
Ah! E o barulho? Pesquisas demonstram o quanto é ruim para a produtividade do sistema nervoso, o barulho em altos índices. O trabalhador sofre mais com ansiedade e estresse, sem que reconheça o que lhes causa tanto incômodo. Alguns se dizem acostumados. Não é verdade.
Caetano Veloso é que dizia: "São Paulo é como o mundo inteiro". Nos bons e nos maus exemplos, como me parece.
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Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Mundo sustentável
A questão ecológica hoje tem caráter multidisciplinar. É uma questão técnica mas, também, uma questão de cidadania. Um mundo sustentável é um mundo de crescimento responsável, com o devido respeito aos limites dos ecossistemas, para as próximas gerações tenham direito às condições que outrora, seus antepassados desfrutaram. No Brasil e no mundo, soluções brotam para garantir um mundo sustentável. Entre muitas soluções, algumas chamam nossa atenção. O que fazer com o esgoto doméstico. Uma solução ecologicamente viável é a do biodigestor. O biodigestor é um equipamento que utiliza bactérias para degradar a matéria orgânica – fezes provenientes das casas – liberando biogás, ou seja, metano. Projetos interessantes, como um realizado em Petrópolis (RJ), conseguem resultados interessantes. As bactérias metanogênicas, isto é, consumidoras de matéria orgânica e produtoras de metano, conseguem reduzir muito a volume do esgoto. Bactérias são organismos invariavelmente microscópicos, com células procariotas, com parede celular e núcleo ausente. Há uma falsa impressão de que bactérias são sempre maléficas. Não é verdade. Muitas são importantes como as recrutadas nos biodigestores. E os benefícios não param por aí. Estudos mostram que o processo exercido pelas bactérias reduz em 99% os ovos de esquistossomo, um platelminto de importância clínica. Os platelmintos são vermes achatados, de simetria bilateral, com sistema nervoso rudimentar e digestório incompleto, ou seja, apenas com boca. Inclui também as planárias e as solitárias (ou tênias). A esquistossomose é a doença causada pelos esquistossomos e é um problema de saúde pública no Brasil. Conhecida como doença do caramujo porque apresenta esse molusco como hospedeiro intermediário. Os ovos na água liberam uma primeira forma de larva, ciliada, chamada de miracídio. Os miracídios penetram no caramujo e foram um segundo tipo de larva chamada de cercária. As cercárias nadam livremente e penetram pela pele de pessoas que entram em contato com a água contaminada. E coça. A população diz: "se nadou e depois coçou, é porque pegou." Passando para a corrente sangüínea, atingiram a fase adulta na região do fígado. Geram ovos, lançados no intestino, liberados pelas fezes do portador humano, seu hospedeiro definitivo. A esquistossomose também é conhecida como barriga d'água porque causa aumento de volume abdominal. Pode ter complicações de fígado e baço e pode ser fatal. Um pequeno parênteses: você sabe a diferença entre hospedeiros intermediário e definitivo? O hospedeiro intermediário é aquele em que o parasita não se reproduz no ciclo dele ou reproduz apenas de forma assexuada. O hospedeiro definitivo é aquele onde o parasita realiza a reprodução sexuada. Voltemos ao biodigestor. Eles podem fazer parte de um verdadeiro biossistema de tratamento do esgoto. Com medidas simples, muitos organismos podem ser associados ao projeto como algas, plantas, peixes e aves. Um pouco de cada grupo. As algas são organismos do reino Protoctista. Podem ser uni ou pluricelulares. Estão organizadas em oito filos. Todos os grupos apresentam clorofila, são portanto autótrofas, apresentam parede celular (exceto as euglenófitas) e são eucariotas. Diferenciam-s essencialmente das plantas porque não apresentam tecidos verdadeiros. São, por isso, chamadas de talófitas. As plantas são organismos pluricelulares, autótrofos, com parede celular, eucariotas e formadoras de tecidos. Seu reino, o Metaphyta ou Plantae, inclui 12 filos. Entretanto, dizemos que há quatro grupos vegetais: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. As briófitas são representadas pelos musgos. São plantas de pequeno porte, devido a ausência de vasos condutores de seiva e de tecidos de sustentação a base de lignina. Não possuem flores, sementes e frutos. São dependentes da água para a reprodução sexuada ocorrendo em ambientes úmidos e sombreados. A necessidade da água decorre do fato de os gametas masculinos, os anterozóides, serem flagelados tendo obrigatoriamente o meio aquoso para atingir o gameta feminino, a oosfera. As pteridófitas são exemplificadas pelas samambaias e avencas. São de maior porte que as briófitas porque apresentam vasos condutores de seiva. Não apresentam flores, sementes e frutos. São dependentes de água para a reprodução. As gimnospermas são representadas principalmente pelos pinheiros, a araucária do sul do país, por exemplo. São vasculares e podem atingir grande porte, dezenas de metros de altura. Não necessitam de água para a reprodução. Apresentam polinização, ou seja, o pólen sai dos cones masculinos e atingem os cones femininos. Formam sementes mas não têm flores e frutos. As angiospermas são as plantas predominantes no planeta, com mais de 250.000 espécies. São vasculares e não dependem de água para a reprodução. A polinização está presente e ocorre de maneira mais diversificada, e não só pelo vento, como nas gimnospermas. Apresentam flores e frutos. Estão aqui jabuticabeiras, mangueiras, a cana-de-açúcar e as palmeiras. Retomemos a linha central do livro. Entre outras discussões articuladas pelo autor estão problemas como o déficit de saneamento básico no país. Vírus e bactérias se aproveitam da falta de estrutura em algumas cidades e entornos aqui no Brasil para formar uma triste estatística. Muitas doenças acabam matando, particularmente as crianças, porque proliferam na água não-tratada. São os casos das bacterioses cólera, leptospirose e febre tifóide. E as viroses, hepatite A e rotavirose. Bactérias e vírus diferem entre si basicamente pelo fato de que as bactérias são organismos celulares, ainda que procariotos enquanto os vírus são organismos acelulares, sem metabolismo próprio. Os vírus são todos parasitas. São organizados de forma simples com uma capa protéica envolvendo um filamento genético podendo ser DNA ou RNA. Há apenas uma exceção, o citomegalovírus que apresenta os dois tipos de molécula simultaneamente. A obra mostra uma preocupação com o tema da biodiversidade, ou seja, a riqueza de espécies. O Brasil é um dos cinco países considerado como mega-diverso por apresentar incontáveis espécies. Temos entre 15 a 20% das espécies de todo o planeta. A preservação de todas elas depende de políticas sérias que passam, por exemplo, pela presença de reservas ecológicas, ainda que particulares – as chamadas RPPN ( reserva particular do patrimônio natural). Uma jornalista comenta da beleza de ter uma RPPN. Destaca a variedade biológica usando os nomes de espécies nacionais. São da classe dos répteis como o teiú, uma espécie de lagarto. São da classe das aves, como o jacu, o sanhaço ou a saíra. São da classe dos mamíferos, como a capivara. A biodiversidade é importante mas cada macaco no seu galho. Espécies invasoras podem significar muita confusão. E alterações irreversíveis no ecossistema. Muitas das bioinvasões são não-intencionais e nem por isso, descomplicadas. Água de lastro. Chama-se assim a água usada para preencher os navios vazios de carga para se equilibrar durante a viagem. O problema é que a água bombeada em um oceano é descarregada a centenas de quilômetros dali, em regiões com composição de espécies bem distinta. E os navios são presença constante nos mares do mundo. Hoje, cerca de 80% das mercadorias no mundo são transportadas por navios. Junto das mercadorias, algumas presenças "clandestinas". Vírus, bactérias, protozoários, cnidários, moluscos e equinodermos. Você conhece todos esses grupos. Vírus e bactérias já foram apresentados. Os protozoários pertencem ao reino Protoctista. São organismos unicelulares, sem parede celular. Muitos têm vida livre, outros são causadores de doenças como malária, doença de Chagas e leishmaniose. Cnidários, a exemplo de moluscos e equinodermos, são animais. Os cnidários são animais com poucos sistemas cuja marca registrada é a presença de células tóxicas em sua superfície. São os corais, as anêmonas e as águas-vivas. Os moluscos são animais de corpo mole, com vários sistemas, apreciados na culinária, como lulas e polvos. Incluem muitas espécies ficando apenas atrás dos artrópodos. Estão aqui também as ostras, os mexilhões, as lesmas e os caramujos. Os equinodermos são animais com pele espinhosa. São todos marinhos, o que se testemunha pelos seus nomes populares: estrela-do-mar, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, entre outros. Na linha evolutiva, estão próximos dos cordados – o filo de nós, seres humanos. Meio ambiente é coisa séria. Energia, planejamento urbano, destinação adequada do lixo, transporte e poluição, água , saúde ambiental. Nossa preocupação deve ser urgente. E o autor, André Trigueiro, nos brinda com um grande número de fatos, opiniões e propostas concretas para um mundo melhor, um mundo sustentável.
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